quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma Aventura com a escritora Ana Maria Magalhães

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Há cerca de três décadas a encantar as gerações mais novas com histórias alucinantes, Ana Maria Magalhães, com a companheira de aventuras Isabel Alçada (Ex ministra da Educação), procurou tesouros escondidos, perdeu-se em desertos africanos, embrenhou-se na selva amazónica, “descobriu” ilhas desertas, esquiou na Serra da Estrela, desceu destemidamente às profundezas de uma mina, até esteve à hora certa no sítio errado, entre muitos outros motivos de criação ficcional.

Numa outra aventura, a de motivar os mais pequenos para a sedução do mundo mágico da leitura e da escrita, a autora passou pela biblioteca da escola sede onde se apresentou a uma plateia de jovens leitores - alunos do 1º e 2º ciclos -, que se mostrou bem preparada e conhecedora das suas obras, algo que muito a impressionou .

Após a apresentação inicial, pela professora bibliotecária, Celeste Sampaio, Ana Maria Magalhães começou por responder às muitas e diversificadas questões (onde se inspirava, do que mais gostava, que profissões teve, que profissões gostaria de ter tido, a relação que tinha com Isabel Alçada, entre muitas outras que nasceram da curiosidade infantil) que os alunos, de forma conhecedora e entusiasta, lhe colocaram. Foi o pretexto para a autora desfiar a história da sua obra que se enreda com a da sua própria vida.

A escritora ficou particularmente DSC00220encantada com a imaginação e a criatividade posta na conceção de materiais com que foi presenteada, eles próprios inspirados nas suas histórias: uma joaninha, um vaso com flores, um cartão personalizado com a sua foto e alguns poemas.

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O cartaz que serviu de fundo à comunicação  onde aparecem em relevo as personagens de «Uma aventura em Lisboa», elaborado pela professora Maria do Carmo, mereceu também grandes elogios da escritora.

Foi professora

Ajudou nas leituras

Agora escritora

De umas boas aventuras

Vitória Ramos 3º Ana Escola Aguieira

Andamos à procura

Dos primos

Mas no meio da

Loucura os vimos

Num tira, puxa

Partiram a vassoura

Da bruxa cartuxa

Que grande aventura!

A professora Ana Maria

Com alguma doçura

E sabedoria

Encontrou a cura

Desta patifaria

Beatriz Correia aluna do 3º ano da Escola da Aguieira

Guerrilheiros das Palavras

Um espaço poético e criativo, onde se constroem sussuradores de palavras, tão longas quanto a distancia entre a orelha de um e a boca de outro. A partir de excertos de textos de autores de poesia, familiares ao curriculum escolar, os aluno são convidados para breves invasões literárias na sala de aula, no recreio da escola e onde quer que a palavra habite. Porque a poesia está na rua.

Guerrilheiro das Palavras - Oficina de Poesia e de Expressão Plástica

Para promover o conhecimento acerca da poesia,a Fundação Lapa do Lobo , em colaboração com a biblioteca escolar, ofereceu aos alunos uma oficina de expressão plástica - «Guerrilheiros das palavras» -, onde estiveram presentes as turmas do 10º ano, o dinamizador da atividade, Miguel Horta, e a coordenadora do programa educativo da Fundação Lapa do Lobo, Ana Lúcia Figueiredo.

Foram abordados temas como o ritmo e a poesia e saboreados outros, como o “Mãezinha”, de António Gedeão.

Por fim, com o intuito de levar a poesia de bocDSCF6693a  em boca aos alunos da escola, foram reaproveitados tubos de cartão, que, ganhando vida e se transformaram em sussurradores.

DSCF6697Ficou uma experiência que deu asas ao pensamento e à nossa veia poética.                                                        DSCF6695

 DSCF6689 Fica também o nosso muito obrigado ao “brincador” Miguel Horta, bem como à coordenadora Ana Lúcia Figueiredo.

Texto elaborado pelas alunas Mariana Ferreira, Ema Figueiredo, Margarida Sampaio, Andreia Oliveira (10º A)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alunos do curso profissional de técnicos de turismo dinamizam atividade “acolhimento acessível” na biblioteca

A atividade “acolhimento acessível”, dinamizada pelos alunos do curso profissional de técnicos de turismo e realizada no passado dia 7 de Fevereiro, na biblioteca para toda a comunidade escolar, teve como objetivo provocar a reflexão sobre a necessidade de oferecer um acolhimento turístico para TODOS.

Acolhimento, folhetos informativos, jogos de pistas e escrita do nome em braille num marcador de livro concebido pelos alunos foram as atividades realizadas para alcançar os objetivos propostos no âmbito do módulo de organização do acolhimento turístico da disciplina de turismo informação e animação turística.

A acessibilidade no turismo implica possibilitar às pessoas com diferentes requisitos – incapacidade permanente ou temporária (visão, mobilidade, visão, cognição, audição), ter acesso a uma oferta de produtos, serviços e ambientes turísticos - informação, transportes, alojamento, restauração, lazer - de forma independente, equitativa e com dignidade.

Sabias que …

Este segmento de mercado é muito significativo para a atividade turística. Atualmente, movimenta mais de 130 milhões de pessoas na Europa e representa um volume de negócios superior a 80 mil milhões de euros por ano. Tem um potencial de crescimento enorme: há cerca de 600 milhões de pessoas com deficiência no mundo, 20 % da população experiencia uma limitação da sua atividade diária, 90% dos turistas com mobilidade reduzida viajam acompanhados, a população com mais de 60 anos está a crescer constantemente.

… e que …

A oferta de produtos e serviços turísticos acessíveis é uma vantagem competitiva, diferenciadora e que revela capacidade qualitativa, possibilita maior fidelização, estadias mais longas e em épocas baixas.

Fotos da atividade

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Dia 5 de Fevereiro dia da Internet Segura





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Pessoal e Intransmissível – oficina de escrita e teatro

“Fernando pessoa definia-se como “um drama de gente” e inventou outras gentes para viverem o seu drama: os heterónimos. sentados à mesa do Café Pessoa, vamos procurar o nosso próprio heterónimo, descobrindo-lhe a identidade e a história. Depois, vamos passar do guardanapo de papel à ação e, se tudo correr bem, dar  corpo ao nosso heterónimo, encarnando-o com a ajuda dos espíritos como Fernando Pessoa fazia. Porque afinal, se na literatura se inventam pessoas, é no teatro que elas ganham vida”.
Foi com esta proposta que, mais uma vez a Fundação Lapa do Lobo, convidou os alunos do 5º ano a entrar no café de Pessoa e a “envolverem-se” com os seus heterónimos e não só. Pois cada aluno depois de tirar de uma caixa mágica uma fotografia tinha de  lhe criar o bilhete de identidade, descobrindo através de vários “enigmas” e vários cálculos mentais a sua naturalidade, data de nascimento a altura e mesmo algumas das suas caraterísticas. Depois, e após terem bebido um xarope de menta para que pudessem “chamar a mente”,  e com a ajuda dos espíritos interiorizarem o seu heterónimo apresentando-o ao grupo.
De uma forma lúdica e divertida os alunos  aplicaram técnicas de escrita e representação, com grande a vontade, tornando este momento impar e muito interessante.


A visita à Fundação Lapa do Lobo

A minha turma, 5º B, foi convidada a ir à Fundação Lapa do Lobo, no dia 22 de janeiro, para participar numa atividade sobre os heterónimos de Fernando Pessoa.


Quando chegámos, entrámos numa sala grande e escura, onde havia mesas e cadeiras que faziam lembrar um café.

Nessa mesma sala, estava um senhor em frente a uma secretária, a escrever um texto numa máquina de escrever antiga. Esse senhor representava Fernando Pessoa.

Sentámo-nos no chão e ouvimos atentamente informações sobre o nas cimento, a vida e os seus heterónimos (várias pessoas que habitam um único poeta).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vou Voar Voei – Oficina de Expressão Escrita e Teatral

Digitalizar0089 “Junho de 1540, Viseu, o homem anunciou: Saibam todos os senhores habitantes desta cidade que não terminará este dia sem se ver a maior das maravilhas, a qual vem a ser homem desta cidade voar com asas feitiças, da Torre da Sé ao Campo de São Mateus, pelo que responde por sua pessoa e bens, João de Almeida Torto”.

Século XVI, em Viseu. Um homem disse e fez. Voou.

Século XXI, 3 de Dezembro, Canas de Senhorim, os alunos dos 6º anos voaram  e entraram numa oficina de escrita teatral, com a orientação de Fernando Giestas e Rafaela Santos, para conhecer João Torto e a sua época, vivenciando, por instantes, as vertigens, angústias, receios e sonhos de um homem maior que o pensamento.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Megalitismo

No passado mês de novembro, os alunos do 7º ano realizaram, para a disciplina de História, vários trabalhos no âmbito da temática do Megalitismo.

Antas, menires, cromeleques e alinhamentos foram criados com muita criatividade, utilizando vários materiais como pedra, madeira, esferovite plasticina e até massa de pão.

sábado, 24 de novembro de 2012

Vozes II

A importância da leitura e da palavra, escrita e dita, foi assinalada, mais uma vez, no passado dia 23 de novembro com a publicação do Volume II de Vozes – Antologia Poética. A isso se referiram não só a professora bibliotecária, Celeste Sampaio, responsável pela organização do acontecimento, paginação e arranjo gráfico do livro, como também o Diretor da Escola.

Na apresentação do livro, para além dos já referidos docentes, estiveram presentes pais, familiares e amigos dos jovens autores, a professora Cláudia Costa, ilustradora dos textos, a professora Laura Mouta, também responsável pelo projeto inicial, a Coordenadora Interconcelhia das Bibliotecas  e o Sr. Dr. Carlos Torres, Presidente da Fundação da Lapa do Lobo, patrocinadora da publicação.

O evento iniciou-se com a leitura de um excerto da obra Como um Romance, de Daniel Pennac. A professora Bibliotecária sublinhou a importância destas publicações no contexto escolar, referindo que a divulgação dos trabalhos dos alunos são uma forma de os motivar para a leitura e escrita, porquanto estes se (re)encontram nos textos produzidos.

Após a evocação, a capella, da poetisa Florbela Espanca, com “Ser Poeta”, pela voz de Manuela Morais, os presentes foram convidados a entrar no mundo da poesia.

Os autores dos textos, através da declamação ou simples leitura de alguns poemas, criaram um momento de grande harmonia e musicalidade. Houve beleza na palavra poética.

O convívio prolongou-se com um agradável beberete oferecido pela escola e a cargo dos alunos do Curso de Hotelaria da Escola

Alunos e Organização agradecem, aqui, a participação de todos no evento.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dia da Alimentação

Mais uma vez o grupo de Biologia, para comemorar o dia da alimentação, lançou um desafio aos alunos,  elaborar a melhor sandes com os seguintes ingredientes:

Saudável
Apelativa
Nutritiva
Diferente
Engraçada
Saborosa

O empenho dos alunos e dos diretores de turma foi Inexcedível, como se pode ver pelos resultados. 

7 º A – A Vencedora image

10º A – A Vencedora do Secundário
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5º C


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6º Bimage

6º C
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7º B

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5º A
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6º A

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8º A
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9º B
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Oficina de Escrita 10º A

Minha sombraclip_image002

 

 

Sombra, minha ausência de luz,
tu que me segues para onde quer que vá.
Suavemente, acompanhas os meus passos,
reproduzes os meus movimentos.
Enquanto corro, tu voas delicadamente à minha beira.
Atenuas a minha pressa,
acalmas-me com a calma com que me acompanhas.
Reproduzes os meus cabelos a dançarem com a brisa matinal,
desfocados e escurecidos pela luz.
É com ela que varias,
nunca és totalmente o que sou eu,
Ora maior, ora mais pequena…
Apesar de tudo, para mim és sempre a mesma.
Sempre minha, minha sombra!

Maria João Pereira, 10.º A

Oficina de Escrita 10º A

Receita para a poesia

Deixa-te levar pelo vento,

Deixa-o levar-te para longe.

Segue o teu coração.

Ele conhece o caminho eimage

Sabe o que fazer.

Não precisas de inspiração,

Apenas uma pitada de imaginação

E um pouco de sumo de liberdade.

Mistura o preparado com o gosto pela escrita.

Embarca nesta aventura

Sonha e acredita, tudo poderá acontecer.

Beatriz Loureiro Carvalhal Nº1 – 10ºA

Oficina da Escrita 10º A

Receita para a felicidade

Toma-se uma qualquer vida,

E adiciona-se-lhe uma pitada de paz.

Coloca-se num recipiente,

E mistura-se-lhe, aos poucos,

uma jornada de trabalho.

Deixa-se repousar,

E, quando o preparado estiver consistente,

Adiciona-se uma jarra de amor.

Mexe-se bem até a massa ficar bem consistente,

E deixa-se um dia a repousar.

Ao mesmo preparado

Adicionam-se mágoas e

Tristezas raladas,

Uma gota de sonhos,

Uma pitada de maturidade e

Uma jarra de boa-disposição.

Deixa-se a repousar,

Até a massa consistente ficar. image

Enquanto a massa repousa,

Coloca-se uma chávena de dinheiro,

Três gotas de raiva,

Uma chávena de ganância e

Uma pitada de crueldade,

A alourar numa frigideira.

Quando o preparado evapora,

Adiciona-se o resultado à massa.

Mistura-se e leva-se ao forno.

Serve-se quando a vida solidificar,

Acompanhado de um indivíduo maduro.

Pedro Peixoto, 10.º A

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Auto da Barca do Inferno

Uma leitura de Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, pelo 9º A

clip_image002 O Auto da Barca do Inferno é um texto dramático, de Gil Vicente, autor do séc. XVI (1518), que tem uma feição alegórica, cómica e moralizadora.

A ação decorre num cais, onde se encontram duas barcas, a do Inferno e a do Paraíso, com os respetivos arrais, o Diabo e o Anjo. Nesta espécie de tribunal, vai decorrer o julgamento das almas após a morte, sendo que os vários protagonistas, que se apresentam gradualmente, estão convencidos de que merecem o céu, muito embora tenham cometido delitos na vida terrena, como muito bem denunciam, e condenam, os juízes supremos.

As personagens em julgamento são portadoras de símbolos que as identificam e ao grupo, tipos sociais ou socioprofissionais da época vicentina, denunciando os seus vícios e defeitos, como: a arrogância e vaidade do Fidalgo D. Anrique; o materialismo do Onzeneiro, o banqueiro corrupto que explora a juro excessivo; a falsidade religiosa do Sapateiro, que julga estar ilibado dos roubos por ter cumprido todos os preceitos religiosos; a paradoxal amancebia do Frade folgazão; a prática do lenocínio e da prostituição da alcoviteira Brísida Vaz; o fanatismo, intolerância e materialismo do Judeu que profana sepulturas católicas; a injustiça humana, a venalidade e a parcialidade do Corregedor e do Procurador, também representada através de um Enforcado que se deixou manobrar. Todos condenados a embarcar para o Inferno, excetuando Joane, o Parvo, que não errou por malícia, e os Cavaleiros que morreram a lutar pela fé católica, daí que entrem triunfais, entoando um cântico glorificador e moralizador.

Gil Vicente tinha consciência de que a diversão poderia estar ao serviço da crítica e da moralização, daí que tenha concretizado bem o ditado latino “Ridendo, castigat mores.” (A rir castigam-se ou corrigem-se os costumes).0

Cenografia da professora Cláudia Costa

quinta-feira, 31 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Os livros escolar através dos tempos

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Cartaz elaborado pela Verónica e pelo Luís, alunos do 12º CPA

Decorreu na biblioteca escolar uma exposição sobre os livros escolares através dos tempos. Os alunos puderam  ver a diferença que existe entre um livro atual e os livros que os avós usavam quando andavam na escola.

sexta-feira, 27 de abril de 2012